domingo, 25 de abril de 2010

Transposição desejável


Não quero me limitar à nociva desilusão
de acreditar na incerteza desse mundo
Não quero viver sob a sombra que degola 
a esperança já deitada nesse chão imundo

Não quero me reportar ao fluído inebriante
que inunda cada sentimento
Não quero viver sob a estranha conduta
que faz sangrar o já cicatrizado ferimento

Não quero consagrar a tristeza 
diante do caos que se repete
Não quero me transformar no reduto canalizado
 que me guia em pedaços cheios do medo que o mundo investe     

Quero mais que isso... Quero sonho, quero planos, quero vida!

Quero me libertar das correntes enferrujadas que aprisionam o ser
Quero a paz escandalizada no sorriso mais perfeito
Quero me transpor na forte solidez das palavras que escrevo
Quero me revestir de versos que expressem o mais belo desejo

Quero sonho, quero planos, quero vida! (Jean Ramalho)






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