E nesses desencontros impetuosos quase sangrentos, me encontro da maneira mais sublime... Nada em mim cala, não sou silêncio. Sou voz, voraz... Em mim algo grita... E mesmo que as vezes uma fala balbuciada, velada entre o vento teime em sair de forma frígida e calar a alma, tenho em mim a verdadeira imensidão, aquela que de dentro pra fora nos coloca em êxtase por simplesmente viver. Que me desculpem os cálidos calafrios poéticos que rondam por aí! Sou voz, sou amor que fala, que grita, que pede. (Jean Ramalho)
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Esconderijo
Esconderijo - Sandy Leah
Nesse quarto escuro
Existe um menino
Assustado
Ele é sozinho
E teme que o mundo
Encontre o seu cantinho
Entrega ele pra cuidar
Eu sei guardar segredo
Eu sei amar
Não conto pra ninguém
Que esse menino é alguém
De barba e gravata
E que esse quarto escuro
É sua alma
Existe um menino
Assustado
Ele é sozinho
E teme que o mundo
Encontre o seu cantinho
Entrega ele pra cuidar
Eu sei guardar segredo
Eu sei amar
Não conto pra ninguém
Que esse menino é alguém
De barba e gravata
E que esse quarto escuro
É sua alma
Sem tempo para postar!
Precisando me trancafiar no meu quarto escuro...
domingo, 25 de abril de 2010
Transposição desejável

Não quero me limitar à nociva desilusão
de acreditar na incerteza desse mundo
de acreditar na incerteza desse mundo
Não quero viver sob a sombra que degola
a esperança já deitada nesse chão imundo
Não quero me reportar ao fluído inebriante
que inunda cada sentimento
Não quero viver sob a estranha conduta
que faz sangrar o já cicatrizado ferimento
Não quero consagrar a tristeza
diante do caos que se repete
Não quero me transformar no reduto canalizado
que me guia em pedaços cheios do medo que o mundo investe
Quero mais que isso... Quero sonho, quero planos, quero vida!
Quero me libertar das correntes enferrujadas que aprisionam o ser
Quero a paz escandalizada no sorriso mais perfeito
Quero me transpor na forte solidez das palavras que escrevo
Quero me revestir de versos que expressem o mais belo desejo
Quero sonho, quero planos, quero vida! (Jean Ramalho)
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Utilidade: Uma Educação Física para além da quadra
Se tratando de mudanças a Educação Física é o seguimento educacional que mais se arranjou dentro delas. Seus aspectos teóricos e práticos sofreram grandes transformações, que por sua vez, propuseram um trato diferencial com diversos fatores que integram a área. Apesar disso, ainda há no ambiente escolar uma visão retrógrada acerca da Educação Física, tais concepções reducionistas acabam por impedir que o componente curricular exerça sua função plena, que imbuído no fazer educacional, visa suscitar nos indivíduos a criticidade, a reflexão e a vontade pela busca de uma melhor qualidade de vida.
A Educação Física, apoiada em seus pressupostos teóricos concebe um processo diferente do que acontece ainda em algumas escolas, onde as aulas destinadas a disciplina são utilizados para promover simples momentos de uma diversão alienada, traduzida no simples ato de entregar a bola aos alunos e deixar que eles conduzam, sem direcionamento, objetivos, planejamento e intencionalidade.
Essa prática vazia acaba por desaguar em uma desvalorização do componente e do profissional da área que é tido por muitos como o "redentor do físico" ou a "distração da escola", além disso, os educandos que deveriam ser contemplados em um projeto educacional de maior relevância, acabam por serem tolhidos em suas capacidades criticas e reflexivas.
Assim, o professor de Educação Física que investe nessas práticas reducionistas e irrelevantes, acaba por contribuir na construção de um individuo acritico, passivo a realidade desigual na qual está inserido e um agente ativo na promulgação do sistema como está posto, em que uma minoria detém a maior parte dos bens sociais e dita como estes devem ser distribuídos a grande população. Dessa forma, há a manutenção do status quo vigente e uma transposição dessa condição se torna cada vez mais difícil.
Pensando nisso, é que o professor de Educação Física deve estabelecer novas concepções para o norteamento de seu trabalho. Tais concepções não devem obedecer a proposta vazia do ensino, mas sim trazer um projeto sócio -pedagógico que surja do seio da classe oprimida e que busque a mudança em primeiro plano. É necessário que o profissional de Educação Física vislumbre uma sociedade igualitária livre do julgo repressor das ideologias e ações burguesas.
É fundamental que o trabalho com a Educação Física na escola seja pautado na busca das transformações sociais, pautada em um ato livre e libertador, que contribua na construção de indivíduos que questionem, cobrem e se coloquem como pontos fundamentais da mudança e, a Educação Física possui sim um leque enorme de possibilidades que permitem seu engajamento na luta por uma sociedade mais justa, igualitária que considere todos os indivíduos por completo. (Jean Ramalho)
Jean Ramalho - Graduado em Educação Física pela Faculdade Pitágoras; aluno do curso de Especialização em Wellness, Atividade Física e Qualidade de Vida do Programa de Pós graduação da mesma instituição; graduando do curso de Letras Vernáculas da Universidade do Estado da Bahia; atua como Instrutor de musculação e Avaliador Físico na Academia de Ginástica Vida Ativa.
Utilidade: Afinal, português ou brasileiro?
A inquietação em torno da língua que se fala em nosso país faz com que haja um conflito na sua definição. Teríamos um idioma excepcionalmente lusitano, ao passo de que o português ganhou status de língua com a imposição da colônia ou temos um falar brasileiro com total autonomia e divergência da língua falada por nossos colonizadores? Afinal, falamos brasileiro ou português? A grande necessidade em determinar a língua que se fala no Brasil reside no fato de que ela representa impreterivelmente a identidade dos indivíduos, “porque a questão da língua que se fala toca os sujeitos em sua autonomia, em sua identidade, em sua autodeterminação” (ORLANDI).
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quarta-feira, 21 de abril de 2010
Inanimada exaltação
Se seus braços encobertos pelo áspero tecido me abraçam inconvenientes...
A perdoe, ela não faz por mal!
Se sua volúpia minuciosa atira-se entre o espaço envolvente que nos compete...
A perdoe, ela não faz por mal!
Se o modesto frigir de sua boca entreaberta faz regalar qualquer interesse...
A perdoe, ela não faz por mal!
Se seu intelígivel peso reconforta-se sobre seu suntuoso colo acolhedor...
A perdoe, ela não faz por mal!
Se no voo solar suas rédeas encantadas rebatem contra o vento...
A perdoe, ela não faz por mal!
Se sua vastidão pomposa provoca a distancia que faz calar...
A perdoe, ela não faz por mal!
Se no caminho do beijo ela se põe sinuosa numa vontade não intencional...
A perdoe, ela não faz por mal! (Jean Ramalho)
terça-feira, 20 de abril de 2010
Tédio
De um lado as paredes costuradas pelo cinza frígido que ao fim desespera. De outro meus pensamentos fugazes que clamam ferozmente pela luz severa. Nada mais é... nada mais sou. O envoltório quase nuclear que me toma suga da alma toda vontade esquecida, já não há mais o que fazer... O corpo que outrora resplandecia, agora somente exprime a ignóbil presença refogada na sublime ilusão. O tédio que me consome revela o intento a tentar que imóvel perde-se na solidão vazia. Nada mais é... Enclausurado em meu próprio ser o metamorfosear das ideias seguintes já não existe, as palavras sublimes dos versos perenes à loucura quase já não saem. Estou só. (Jean Ramalho)
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